Gothan City- Minha Musa Corrompida
 


 A colagem Por Acaso, Puro Acaso. O poeta a concebeu depois

que tiras de papel caíram no chão de sua sala

 

"A Poesia Surge do Espanto"

De repente, quando se ergue da cadeira, o poeta percebe que o fêmur de uma perna resvala no osso da bacia. Aquilo o intriga. “É desse tipo de surpresa que nasce um poema”, diz Ferreira Gullar

Por Armando Antenore

 

Leia também a matéria de Almir de Freitas, nessa edição

Certa manhã, enquanto fazia recortes para novas colagens, notou que umas tiras miúdas de papel salpicavam o piso da sala. Mal se abaixou com a intenção de recolhê-las, viu que formavam um desenho abstrato. A figura inusitada e bela surgira de modo espontâneo, à revelia de qualquer pretensão estética. O escritor, hipnotizado, apanhou os pedacinhos de papel e os fixou em uma cartolina amarronzada exatamente da maneira como caíram no chão. Batizou o trabalho de Por Acaso, Puro Acaso. Quem percorre o apartamento carioca logo avista a composição pendurada numa nesga de parede e um tanto oprimida pelas dezenas de outros quadros e gravuras que decoram o imóvel — a maioria de artistas tão míticos quanto Iberê Camargo, Rubem Valentim, Oscar Niemeyer e Marcelo Grassmann. "Todos bons amigos", comenta o dono da casa, com um híbrido de displicência e orgulho.

O episódio dos papéis revela muito sobre o jeito de o poeta enxergar a vida e o ato criativo. Para o autor do célebre Poema Sujo, viver (ou criar) é o resultado de um diálogo contínuo entre o arbítrio e o inesperado, a ordem e a desordem, a necessidade e o acaso. O assunto veio à tona numa tarde abafada de fevereiro, ao longo da conversa de três horas que Gullar manteve com BRAVO!. O apartamento de Copacabana, silencioso àquela altura do dia, serviu de cenário.

Viúvo, o maranhense namora a poetisa gaúcha Cláudia Ahimsa. Ele a conheceu durante a Feira do Livro de Frankfurt, na Alemanha, em 1994. Pouco tempo antes, amargara a morte da mulher, Thereza Aragão, e de um dos três filhos, o caçula Marcos. Inspirado pela atual companheira, escreveu os versos "Olho a árvore e já/ não pergunto 'para quê?'/ A estranheza do mundo/ se dissipa em você".

 

BRAVO!: O senso comum costuma apregoar que poetas nascem poetas. Poesia é destino?

Ferreira Gullar:

Prefiro dizer que é vocação. O poeta traz do berço um modo próprio de lidar com a palavra. Não se trata, porém, de um presente dos deuses, de uma concessão divina, como se pregava em outras épocas. Trata-se de um fenômeno genético, biológico, sei lá. Há quem nasça com talento para pintar, jogar futebol ou roubar. E há quem nasça com talento para fazer poemas. Sem a vocação, o sujeito não vai longe. Pode virar um excelente leitor ou crítico de poesia, mas nunca se transformará num poeta respeitável. Quando um jovem me mostra originais, percebo de cara se é ou não do ramo. Leio dois ou três poemas e concluo de imediato. Por outro lado, caso o sujeito tenha a vocação e não trabalhe duro, dificilmente produzirá um verso que preste. Se não estudar, se não batalhar pelo domínio da linguagem, acabará desperdiçando o talento. "Nasci poeta, vou ser poeta." Não, não funciona assim. Converter a vocação em expressão demanda um esforço imenso. Tudo vai depender do equilíbrio entre o acaso e a necessidade. A vocação é acaso. A expressão é necessidade. Compreende a diferença? No fundo, a vida não passa de uma constante tensão entre acaso e necessidade.

Nada escapa desse binômio?

Nada. O que faz o homem sobre a Terra? Luta para neutralizar o acaso. Eis a principal necessidade humana: driblar o imprevisível, a bala perdida. Concebemos Deus justamente porque buscamos nos proteger da bala perdida. Deus é a providência que elimina o acaso. É o antiacaso.

Você não crê que Ele exista?

Gostaria de acreditar, mas não acredito. Uma pena... Poucas crenças podem ser mais reconfortantes do que a fé em Deus. Ele enche de sentido as nossas vidas sem sentido. "Eu não sou cachorro, não!", cantava o Waldick Soriano, lembra? Uma frase sugestiva, já que os homens realmente não se veem como cachorros. Os homens anseiam uma condição sublime. Não à toa, inventaram Deus: para que Deus os criasse. Se você pensar direito, todas as coisas abstratas ou concretas que a humanidade constrói têm a intenção de dar significado à vida — e, não raro, um significado especial. Nós, que frequentemente praticamos atos injustos, inventamos a justiça. Por quê? Porque desejamos ser melhores do que somos e tornar menos insolúvel o mistério de viver. A arte surge pelo mesmo motivo.

Conclui-se, então, que o poema também almeja dar significado à vida.

O poema nasce do espanto, e o espanto decorre do incompreensível. Vou contar uma história: um dia, estava vendo televisão e o telefone tocou. Mal me ergui para atendê-lo, o fêmur de uma das minhas pernas bateu no osso da bacia. Algo do tipo já acontecera antes? Com certeza. Entretanto, naquela ocasião, o atrito dos ossos me espantou. Uma ocorrência explicável de súbito ganhou contornos inexplicáveis. Quer dizer que sou osso?, refleti, surpreso. Eu sou osso? Osso pergunta? A parte que em mim pergunta é igualmente osso? Na tentativa de elucidar os questionamentos despertados pelo espanto, eclode um poema. Entende agora por que demoro 10, 12 anos para lançar um novo livro de poesia? Porque preciso do espanto. Não determino o instante de escrever: "Hoje vou sentar e redigir um poema". A poesia está além de minha vontade. Por isso, quando me indagam se sou Ferreira Gullar, respondo: "Às vezes".

A falta de controle sobre o ato de escrever o angustia?

Não, em absoluto. A experiência de criar um poema é maravilhosa. Mas, como não depende inteiramente de mim, sei que corro o risco de nunca mais vivenciá-la. Se parar de fazer poesia, vou lamentar — só que não a ponto de disparar um tiro na cabeça. Nenhum poema, de nenhum poeta, me parece imprescindível. Dante Alighieri poderia não ter escrito A Divina Comédia. Ou poderia tê-la escrito de outro jeito. Novamente: tudo se subordina à lei do acaso e da necessidade.

Um poema deve sempre emocionar?

Sim, deve emocionar primeiro o poeta e depois o leitor.

O pernambucano João Cabral de Melo Neto, com quem você conviveu, pensava diferente, não? Ele preconizava uma poesia menos emotiva.

João Cabral gostava de mentir! (risos) Pegue o poema O Ovo de Galinha e veja se aquilo não comove o leitor. Você acha que o João também não se comoveu ao escrevê-lo? Lógico que se comoveu! Na verdade, João recusava a ideia de o poeta transformar a poesia em confessionário, em objeto do sentimentalismo. Daí proclamar que o poema tinha de ser uma construção intelectual. A razão lhe serviu de bússola. No entanto, paradoxalmente, inúmeros de seus versos não resultaram tão frios. À medida que o tempo passa, o João se revela cada vez mais complexo, uma soma de contradições — o que, no fim das contas, só aumenta a grandeza dele.

Você concorda quando os críticos apontam o Poema Sujo, de 1975, como sua obra máxima?

Difícil responder. Não me debrucei profundamente sobre o assunto... O Poema Sujo é, de fato, o que reúne o maior número de interrogações e descobertas — em parte, pela extensão (os versos se espalham por quase 60 páginas); em parte, pela febre criativa que me assaltou enquanto o redigia. Entre maio e outubro de 1975, fiquei imerso no que classifico de "estado poético". Nada me tirava daquele clima. Eu comentava, brincando, que me tornara uma espécie de rei Midas. Tudo em que botava a mão virava ouro, tudo virava poesia. Foi uma fase excepcional. Para mim, porém, trabalhos mais recentes podem ter importância idêntica à do Poema Sujo, por exprimirem reflexões novas, algo que não me ocorrera dizer antes.

Uma parcela da crítica sustenta que você é o maior poeta brasileiro vivo. É mesmo?

Imagine! E como se mede o tamanho de um poeta?, já perguntava Carlos Drummond de Andrade. Que régua consegue dimensionar um negócio desses? Claro que, quando escuto uma avaliação do gênero, me envaideço. Mas não me iludo. Cada poeta, vivo ou morto, é inigualável. O João Cabral, o próprio Drummond, o Vinicius de Moraes, o Mário Quintana nos transmitiram um legado riquíssimo. São inventores de um universo muito pessoal e insubstituível. Sem mencionar o Murilo Mendes, autor de pérolas tão lindas quanto "A mulher do fim do mundo/ Chama a luz com um assobio".

Poeticamente, você jamais permaneceu num único lugar e sempre procurou a renovação. Em contrapartida, como crítico, acabou recebendo a pecha de conservador, por rejeitar diversas manifestações da arte contemporânea. O rótulo o incomoda?

Não, não me incomoda. Nesta altura do campeonato, quando o vale-tudo se apoderou das artes plásticas, a qualificação de "conservador" perdeu sentido. Conservador por quê? Por diferenciar expressão e arte? No meu entender, toda arte é expressão, mas nem toda expressão é arte. Se me machuco e grito de dor, estou me expressando; não estou produzindo arte. Da mesma maneira, se alguém começa a bater numa lata, emite sons; não cria música. O filósofo francês Jacques Maritain, católico, afirmava que a arte é "o Céu da razão operativa". Ou melhor: é o ápice do trabalho humano. Arte, portanto, pressupõe o "saber fazer". Saber pintar, saber dançar, saber esculpir, saber fotografar, saber tocar, saber compor. Tal critério prevaleceu durante milhares de anos, desde as cavernas até o advento das vanguardas, no final do século 19, período em que se questionou o "saber fazer". Pois bem: sob a minha ótica, a preocupação vanguardista é um fenômeno que se esgotou. Por milhares de anos, a arte seguiu adiante sem ligar para o conceito de vanguarda. Ninguém me convencerá de que, em pleno século 21, crucificar-se na traseira de um Fusca, deixar-se filmar cortando a vagina ou masturbar-se numa galeria equivale a um gesto artístico. Segundo o norte-americano John Canaday, historiador da arte, os críticos de hoje temem repetir o erro cometido pelos críticos do século 19, que não compreenderam os impressionistas. Em consequência, assinam embaixo de qualquer bobagem que levante a bandeira do "novo". Percebe a armadilha? Caso três ou quatro artistas resolvam espremer uma bisnaga de tinta no nariz de um crítico, ouvirão dele que praticaram um ato inovador. Definitivamente, não penso desse modo.

Nos tempos de militância comunista, você usou a poesia com fins políticos. O engajamento dos poetas ainda se justifica?

Não, de jeito nenhum. Os poetas, agora, irão se engajar em quê? No socialismo ridículo do Hugo Chávez? Foi um engano imaginar que versos contribuiriam para a revolução social. Admito que um poema consiga iluminar o leitor, consiga lhe abrir a cabeça. Mas daí a mudar a sociedade... Muito complicado! Abandonei todos os mitos daquela época. Não creio mais em luta de classes. Já aprendi que o capitalismo é como a natureza: invencível.

E a crise econômica que o mundo enfrenta atualmente? Não põe o capitalismo em xeque?

Sem dúvida atravessamos um momento delicadíssimo. Mesmo assim, estou convicto de que o capitalismo resistirá. Trata-se apenas de mais uma crise num sistema que vive de crises. Repito: o capitalismo vai imperar porque segue a lógica da natureza. É brutal, é feroz, é amoral. Não demonstra piedade por nada nem por ninguém. Em compensação, nos oferece uma série de benefícios. O capitalismo, à semelhança da natureza, se desenvolve espontaneamente. Não precisa que meia dúzia de burocratas dite o rumo das coisas, como acontecia nos regimes socialistas. Em qualquer canto, há um cara inventando uma empresinha. De repente, no meio deles, aparece um Bill Gates. São multidões em busca de dinheiro! Impossível deter uma engrenagem tão eficiente. Podemos, no máximo, brigar para que as desigualdades geradas pelo capitalismo diminuam. Aliás, convém que briguemos. Não devemos abdicar de um mundo mais justo, ainda que capitalista.

Como você avalia o governo Lula?

Avalio mal. O Lula é um grande pelego. Sabe aquele indivíduo que se infiltra nos sindicatos para amortecer os conflitos entre trabalhadores e patrões? O Lula age exatamente assim. Por um lado, agrada os banqueiros e os empresários. Por outro, corrompe o povão com programas assistencialistas. Posa de líder popular, e a massa o aplaude. Viva o pai dos pobres! Resultado: todo mundo confia no Lula, o rico e o miserável. Em decorrência, as tensões sociais se diluem. Que maravilha, não? Um país de carneirinhos...

Em setembro de 2010, você completa 80 anos. Sente-se realizado?

Olha, a vida é uma cesta em que, quanto mais se põe, mais se deseja colocar. Estamos sempre partindo do zero. Hoje pinto um quadro ou termino de ler um livro. Fico satisfeito. Mas, amanhã, me pergunto: e agora?



 Escrito por tutu da TROlha às 19h21
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Foi Dado O Pontaté Para a Nação Goytacá

Em reunião ontem no Bar e Lanchonete Fórmula 1, ali na AV. Alberto Torres, bem próximo ao Sesc. a Associação dos Blogueiros Des(Ocupados), deu o pontapé inicial para a criação da ONG Nação Goytacá Associção de Arte e Cultura Esporte e Lazer. No mesmo endereço, no próximo dia 26 de maio, a ABD realiza o evento Blog And Roll & Poesia.

Depois da reunião nós blogueiros fomos saudar in Memória seu Jorge Xinês, em homenagem prestada por Lene Moraes na Morada do Samba, com, mais uma Edição da Noite do Vinil, sob o comando de Weelington Cordeiro, onde podia-se ouvir pérolas do Samba nas vozes de Roberto Ribeiro a Dicró, Bezerra da Silva, Paulinho da Viola, João Nogueira, Wilson Batista e Clara Nunes, Jovelina Pérola Negra e Dona Ivone Lara.

Na próxima quarta feira dia 13 de maio(Ex-Cravidão acabou?), na Taberna D. Tutti, onde acontece semanalmente a Noite do Vinil os blogueiros des(ocupados) estarão deliberando sobre o Estatuto e as normas legais de encaminhamento para o Registro da Nação Goitacá.
http://associaodosblogueirosdesocupados.blogspot.com



Cultura Urbana Câmera Indiscreta

http://www.youtube.com/watch?v=BYeaiWQBhhw&feature=channel_page

 

 

Urgente Eu Penso Que ...

 

quero botar no seu orkut

um negócio sem vergonha

um poema descarado

tá chegando fevereiro

e meu rio de janeiro

fica lindo e mascarado

quero botar no seu e-mail

um negócio por inteiro

eu não sou Zeca Baleiro

pra ficar cantando a mama

que ainda tem medo do papa

meu negócio é só com a mina

que me trampa quando trapa

meu negócio é só com a mina

que me canta ouvindo o Rappa

 

artur gomes

fulinaíma produções

http://youtube.com/fulinaima

 

 

 

 

 



 Escrito por tutu da TROlha às 14h29
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Urgente:

 

Reunião amanhã da Associação dos Blogueiros Desocupados(ABD)

a  partir das 19h no Nelsinho´s Bar(ex-estranho), ali na Alberto Torres,

logo depois do SESC.

Assunto: Definir data para o evento:

Blog And Roll & Poesia. Eis o Desafio.

 

 

IndGesta

 

uma caneta pelo amor de Deus

uma máquina de escrever

uma câmera por favor

um computador

nem que seja pós-moderno

 

vamos fazer um filme

vamos criar um filho

deixa eu amar a lídia

que a mediocridade

desta idade mídia

não coca cola mais

nem aqui nem no inferno

 

Artur Gomes

FULINAÍMA PRODUÇÕES:

http://youtube.com/fulinaima

Veja aqui: cantada por Luiz Ribeiro: Avyadores do BraZil. http://www.youtube.com/watch?v=ctdBLevtCo0&feature=channel_page

 

Associação dos Blogueiros Desopcupados

blogueirodesocupado@gmail.com

visite o blog siga e participe

http://associaodosblogueirosdesocupados.blogspot.com

 

 

 

 

 

Versos Da Meia Noite Apresenta:

 

Fulinaíma Rock Blues Poesia

Artur Gomes: voz

Fil Buc: Guitarra

VeraCidade Artur Gomes & Fil Buc

http://www.youtube.com/watch?v=LaIZzSvLKv8&feature=channel_page

 

+ Edu PLanchês + Black Rimbaud

+ Artes Plásticas + DJ + Dupla do Prazer

E muito Mais:  Homenagem a Jim Morrisson

 

Dia 7 Maio 24 h0ras

Local: Fosfobox Bar Clube

Rua Siqueira Campos, 143 –  LOJA 220

Copacabana – Rio de Janeiro

 

eu não sou flor que cheire

nem mofo de língua morta

o correto deixei na cacomanga

matagal onde nasci

 

com os seus dentes de concreto

são paulo é quem me devora

selvagem devolvo a dentada

na carne da rua Aurora

 

Artur Gomes

FULINÍMA PRODUÇÕES:

http://youtube.com/fulinaima



 Escrito por arturdecampos às 08h24
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Cultura Urbana – Sesc Campos – Abril/Maio

Oficinas: cine vídeo fotografia

Sábados das 14 às 16h a partir de 4/4

Dia 22/4 – 14 horas – show com o Grupo Cara da Rua

Shows Intervenções Poéticas  - Artur Gomes + Fil Buc

Dia 25/4 – 16h

Mostras Vídeo Música Poesia e bate papo com Artur Gomes

Dias 28, 29, 30 e 31/5 – Espaço Plural

 

Encontro dos Radicais Livres

FULINAÍMA PRODUÇÕES:

http://youtube.com/fulinaima



 Escrito por arturdecampos às 20h07
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Setembro no Sesc Campos

 

Oficinas: Cine Vídeo Teatro Poesia

Dias:  16, 17, 18, 23, 24, 25

Horário: 14:30h às 16:30h

Direção: Artur Gomes

 

Mímica Teatral

Dias: 17 e 24 –  Horário: 14:00 às 16:00h

Direção: Jiddu Saldanha

 

Performances:

Prezepada Poética

Dias: 18 e 25 – Horário: 14:h

com o Ator e Mímico: Jiddu Saldanha

 

Malditos Bem Ditos

Performance Multimídia – Torquato Neto, Paulo Leminski, Ademir Assunção

Estrela Leminski e Edvaldo Santana interpretados por Artur Gomes no palco e

na tela

 

Mendigos Jantam Brecht – filme de Artur Gomes co trilha de Edvaldo Santana

www.edvaldosantana.com.br com participação sonora de Zélia Duncan

http://br.youtube.com/watch?v=C2ZODkHN80M

 

Dor Elegante

 

Um homem com uma dor

É muito mais elegante

Caminha mesmo de lado

Como se chegando atrasado

Chegasse mais adiante

 

Paulo Leminski

http://leminiskata.blogspot.com

muito mais de Artur Gomes veja aqui:

http://arturgomes.ning.com/profile­/21q2yyyzubzh4



 Escrito por arturdecampos às 16h50
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TOCAIA



essa cidade sumiu
plantei aqui acácias e capins
adubei sua horta
como um pároco da sua putaria

essa cidade não presta
ela caça arbustos e a imersa coleira dos seus filhos
tão vagabundeados por suas vilas e vilões
surrupiados por seus bueiros e ladrões

essa cidade já se presta a uma farsa
completamente tomada por drogas e dragões
fulanas e canhões
tão hemisféricos letreiros e culhões

essa cidade é o fim da picada
e entre o que sai e entre o que fica
resta uma cilada
tramóia
tocaia
roubada

essa cidade já não me serve
ela serve aos outros que nunca se prestam
ao jardim que cresce morto
a todos os seus entretenimentos rôtos
tão abastecida de ouros e doutos

essa cidade é uma infâmia
onde entre os seus e os seus céus
perpassa réus, eterna desgraça
de uma vila
que de tão vilã
restou esse amanhã.

Cgurgel



 Escrito por arturdecampos às 14h39
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foto.grafia urbana

 

coentro um beijo a mais se não invento o meu quintal na tua horta arrombo a porta que me leva do outro lado do futuro e tiro a máscara que te esconde do passado é claro meu amor que estamos quites nem precisamos de fogos de artifícios um beijo a mais um tapa menos a pantera já conhece nossos bichos quantas vezes ela brincou no nosso sexo gozando junto pelas águas do Leblon ou se entranhando pelos becos da  rocinha até parir a luz do sol no corcovado por quantas vezes na pele crua do teu corpo preciso ler esta palavra Itaipava se vejo um Cristo em cada pedra do caminho e o buraco em teu umbigo é lá na Gávea mais em baixo Humaitá quando mergulho na Lagoa ave sem rumo curral  botânico quantas flores quanto lixo

 

artur gomes

http://carnavalhagumes.blogspot.com

 



 Escrito por arturdecampos às 19h46
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Abstrata Senhora

 

em que cidade

que estado

em que país

por onde anda

onde mora

justiça

esta senhora

desprezada aos quatro ventos?

em qual elemento

inda vigora

esta abstrata criatura

em que cultura

ainda habita este ser

que o povo implora

mas não vê?

 

Artur Gomes

http://fulinaima.blogspot.com



 Escrito por arturdecampos às 10h30
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Uivos Urbanos III

 Escrito por arturdecampos às 10h28
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Goytacá Boy

 

gosto de cumer

a traça

e se és parte da raça

nesta selva

vira caça

se és humana

e ultrapassa

a espécie

do que caço

estás salva

dos meus dentes

mas se ainda

és curuminha

por onde vais  e caminha

entre a cidade

e o matagal

pode inspirar

 meu samba/enredo

e desfilar

entre os meus dedos

onde tudo é carnaval

 

Artur Gomes

http://carnavalhagumes.blogspot.com

 

 

 

 

 



 Escrito por arturdecampos às 14h04
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SagaraNAgens Canibalescas

 

já li  Pessoa

confesso

poema em linha reta

prefiro

tabaria

não gosto

muito disperso

por ser perverso

meu tiro

outras linguagens

sagaranagens na certa

metáforas

só brazilíricas

de joão cabral a bandeira

pedra no fundo do poço

ou então

drummond ou ferreira

poesia

melhor brasileira

na flor da pele

ou do osso

 

 

Pontal.Foto.Grafia

 

Aqui

redes em pânico

pescam

esqueletos no mar

esguadas

descobritmento

escamas de peixe

convento

cabrálias esperas

relento

espinhas secas no prato

e um cheiro podre

no

   AR

 

arturgomes

http://carnavalhagumes.blogspot.com

 



 Escrito por arturdecampos às 14h53
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Boca do Inferno

por mais que te amar seja uma zorra

eu te confesso amor pagão

não tem de ter perdão pra nós

eu quero mais é teu pudor de dama

despetalado em meus lençóis

 

e se tiver que me matar que seja

e seu eu tiver que te matar que morra

em cada beijo que eu te der amando

só vale o gozo quando for eterno

infernizando os céus

e santificando a boca do inferno

 

Artur Gomes/Luiz Ribeiro

gravada no CD  fulinaíma sax blues poesia

http://arturgomes.zip.net



 Escrito por arturdecampos às 10h55
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Programa 5 Minutos - Especial Artur Gomes

 Escrito por arturdecampos às 08h38
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goytacá tupiniquim

 

nunca fui a montes claros

mas conheço um belo horizonte

muitas  vezes  guarapari

outras a pé  por aí

pela vitória do espírito santo

apesar de não ter tanto

tempo eu trampo

a trilha dos capixabas

a taba dos goytacazes

apesar de urbano

vez em quanto

passeio por cataguazes.

 

ArturGomes

http://youutbe.com/carnavalha

 

II Concurso Nacional de Poesia Sobre o Vinho

Veja o regulamento aqui:

http://carnavalhagumes.blogspot.com



 Escrito por arturdecampos às 07h51
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o concreto do artefato

 

 

ser crítico

nesta mediocreCidade

é crime

eu já conheço este filme

desde outros carnavais

dos idos da tropicália

e se a gente

não avacalha

é como palhaço

sem circo

inocente

bobo da côrte

e

quem não tem

gesto concreto

vive no abstrato

não sabe da lânina

o corte

nunca leu faustino

ou neto

nunca ouviu

falar torquato

não sabe da linha

o destino

ou a trilha

do artefato

 

arturgomes

http://youtube.com/cinemanovo

 

 

 

 



 Escrito por arturdecampos às 14h29
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  BRASIL, Sudeste, CAMPOS DOS GOYTACAZES, Homem


 


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