Escrito por arturdecampos às 14h29
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VeraCidade

porque trancar as portas
tentar proibir as entradas
se eu já habito os teus cinco sentidos
e as janelas estão escancaradas?
um beija flor risca no espaço
algumas letras de um alfabeto grego
signo de comunicação indecifrável
eu tenho fome de terra
e este asfalto sob a sola dos meus pés:
agulha nos meus dedos
quando piso na augusta
o poema dá um tapa na cara da paulista
flutuar na zona do perigo
entre o real e o imaginário:
joão guimarães rosa martins fontes caio prado
um bacanal de ruas tortas
eu não sou flor que se cheire
nem mofo de língua morta
o correto deixei na cacomanga
matagal onde nasci
com os seus dentes de concreto
são paulo é quem me devora
e selvagem devolvo a dentada
na carne da rua Aurora
Artur Gomes
http://yoube.com/oficinavideo
Escrito por arturdecampos às 12h50
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Quem é Essa Mulher?

quem é essa mulher
essa cidade?
que fosse pedra
lama cama
buracos de rua
royalties de petróleo
no esgoto do canal
quem é esta cidade
entregue ao bacanal?
na esuridão
das esquinas
nas eleições nas escolas
onde a barbalha deita e rola
a cadela trai o cão
poema é vergonha na cara
arma voraz
escancara
devassa a corrupção
Artur Gomes
http://ladygumes.blogspot.com
Escrito por arturdecampos às 12h04
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Eu sempre estou por aqui
Esperando que o seja eu não ser
Uma casaca ambulante
- olha um congo, aí! Olha um congo aí!
Me perco no gingado
Uma quebrada a cintura
Um caco do meu rebolado
Nos olhos dos homens.
- você vem sempre aqui?
Eu estou sempre aqui.
Reco reco dos tempos
Cantando o antigo sempre novo
Nos arredores do povo.
E um instrumento de cabeça
Toca antes que anoiteça
E quebra quebra gabiroba
Quebra quebra, meu quadril
Um pedaço do meu rebolado
Ficou no olho de quem viu.
Claudia Gomes
http://fulinaima.blogspot.com
Escrito por arturdecampos às 11h28
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